Da redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a condução das contas públicas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante encontro com empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, na sede da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo, na capital. Conforme o governador, a União acumulou déficits primários nos últimos anos e o déficit orçamentário das contas paulistas “não significa nada do ponto de vista fiscal”.
Tarcísio afirmou que o governo Lula operou durante três anos consecutivos com déficit primário e deve registrar novo resultado negativo. Segundo ele, nesse período, o déficit acumulado chegou a R$ 335 bilhões, enquanto São Paulo teria registrado R$ 27 bilhões de superávit primário nos últimos três anos. “Eles gastaram mais do que arrecadaram. A gente operou três anos com superávit primário, gastando menos do que a gente arrecada”, declarou.
O governador argumentou que o déficit orçamentário isolado não sinaliza deterioração fiscal do Estado. Segundo Tarcísio, esse resultado pode decorrer do uso, no exercício seguinte, de recursos que permaneceram em caixa. “Déficit orçamentário não significa nada do ponto de vista fiscal. O déficit orçamentário que você tem no exercício deriva do superávit financeiro que você tem no exercício anterior”, afirmou.
Segundo Freitas, São Paulo mantém superávit primário e trajetória de redução da dívida em relação à receita corrente líquida, além de indicadores positivos de poupança corrente e liquidez. Ele também classificou as críticas à situação fiscal do Estado como provenientes de “desonestidade intelectual” ou “desconhecimento”, além de comparar o prêmio de risco do Brasil ao período do governo Dilma Rousseff (PT) e manifestar ceticismo sobre um possível ajuste fiscal na atual gestão.



