Da redação
Equipes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (WFP, na sigla em inglês) atuam para garantir a entrega de suprimentos essenciais a comunidades isoladas por enchentes em Moçambique. Sérgio Jafar, piloto de veículos anfíbios Sherp, relata a importância da logística inovadora no atendimento a regiões remotas do país.
Segundo Jafar, a operação em áreas alagadas demanda preparo e disposição. “A operação não era fácil, porque aquela já não era muito de trabalhar só numa travessia do Rio, aquilo já parecia oceano. Oceano de Água Doce”, afirma. O motorista destaca a chegada do Sherp em 2019 e enfatiza a necessidade de mais meios fluviais diante do aumento das cheias.
No contexto da crise humanitária, Isadora Zoni, da equipe de Comunicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em Moçambique, ressalta a dimensão humana do trabalho. “Quando você chega no terreno, percebe que por trás de cada um desses números existe uma pessoa, uma família, uma história”, diz Zoni. Ela destaca os desafios de acesso em áreas de conflito, como Cabo Delgado, e lembra que vulneráveis como idosos, mulheres e pessoas com deficiência enfrentam riscos adicionais.
Desde 1994, Jafar integra a equipe do WFP, começando como mecânico e depois como motorista. A atuação conjunta do WFP e do Acnur alcança locais completamente isolados por terra ou rio, especialmente em regiões afetadas por violência e deslocamentos forçados. Em julho, a Linha Verde registrou mais de 13 mil chamadas e 789 casos urgentes de assistência humanitária em 67 distritos, com o Norte concentrando 54% dos pedidos.



