Da redação
O juiz Tony Graf, de Utah, nos Estados Unidos, determinou que Tyler Robinson, 23, acusado de matar o influenciador conservador Charlie Kirk, 31, enfrentará julgamento, abrindo espaço para que promotores peçam a pena de morte. Conforme os promotores, Robinson disparou contra Kirk na Universidade Utah Valley enquanto a vítima debatia com estudantes, e Kirk morreu após socorro médico.
Durante a audiência, a promotoria apresentou exames que, segundo os acusadores, identificaram o DNA de Robinson no fuzil utilizado no crime, além de depoimentos que o colocam armado no momento do disparo. A defesa argumenta que as provas são “especulações” e contesta que o caso se enquadre nos critérios para a pena capital.
O promotor Ryan McBride afirmou que Robinson colocou a vida de milhares em risco ao atirar em meio à multidão e busca a condenação por homicídio qualificado, que admite pena de morte no estado de Utah. Já a advogada Staci Visser defende que não há evidências de que outras pessoas foram ameaçadas, alegando que o disparo atingiu apenas o “alvo pretendido”.
A promotoria sustenta que Robinson escolheu Kirk como alvo devido às posições políticas do ativista, principalmente em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, ponto que teria sido confidenciado a um colega de quarto. Kirk era cofundador do grupo conservador Turning Point USA e referência jovem na articulação em apoio ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano.




