Início Política Aécio Neves vê eleição ao Senado como passo para projeto presidencial em...

Aécio Neves vê eleição ao Senado como passo para projeto presidencial em 2030


Da redação

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, afirmou que sua candidatura ao Senado por Minas Gerais faz parte de um “projeto para o Brasil em 2030” e integra a estratégia de reconstrução do partido. O parlamentar disse que a sigla busca eleger governadores nas próximas eleições e ampliar a bancada para cerca de 30 parlamentares no Congresso. Neves declarou que pretende reorganizar o PSDB antes de considerar uma eventual disputa presidencial em 2030, mas não descartou a possibilidade, ao citar a frase do avô, Tancredo Neves: “Política, sobretudo a Presidência, é destino. É muito mais do que um projeto”.

Conforme explicou, a decisão de disputar o Senado foi motivada por apelos de lideranças mineiras diante da situação do estado, que, segundo ele, atravessa “dificuldades extremas”. Para o deputado, Minas Gerais precisa de uma bancada forte no Senado para negociar recursos “qualquer que seja o governador”. Neves disse estar empenhado em “juntar os cacos do PSDB” e retomar o protagonismo da legenda. O presidente do partido lamentou a saída de nomes como Eduardo Leite para o PSD e admitiu equívocos da sigla, afirmando que há “autocrítica” sobre o caminho do PSDB.

Aécio Neves também defendeu uma reforma do Judiciário, propondo mandatos de doze anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, limite para decisões monocráticas e idade mínima de 50 anos para nomeações à Corte. Segundo ele, apoiará impeachment de ministros do STF apenas em casos de “crime comprovado”. O parlamentar avaliou que o partido perdeu espaço para o bolsonarismo após a baixa competitividade na eleição presidencial de 2018 e criticou o governo de Romeu Zema em Minas Gerais, apontando falta de interlocução para os interesses do estado.

O deputado afirmou ter reconhecido a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014 e disse não ver relação entre suas ações posteriores e a contestação das urnas eletrônicas promovida pelo bolsonarismo. Neves declarou ainda que foi inocentado pela Justiça das acusações surgidas a partir da gravação da JBS em 2017, episódio que, segundo ele, também tirou Michel Temer da disputa presidencial de 2018.