Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado por aliados a responder de forma mais rápida aos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. A recomendação busca evitar que fatos novos associados ao episódio tenham impacto negativo sobre sua candidatura à reeleição.
Segundo pessoas próximas, a orientação segue a avaliação, presente desde o início do atual governo, de que parte significativa do eleitorado associa o Supremo Tribunal Federal, especialmente a ala liderada por Alexandre de Moraes, à administração Lula. Ministros do Supremo têm dito a advogados, sem formalidade, que “Lula só está lá [no Palácio do Planalto] por causa do STF”.
Ainda conforme aliados, Lula tem conhecimento desses comentários, que são percebidos como alertas, e opta por uma postura cautelosa. No entanto, afirmam que, diante do atual quadro, não é mais possível adiar posicionamentos, já que o cenário eleitoral permanece indefinido e as respostas do presidente podem ser fundamentais para o desfecho da disputa em outubro.
Na noite de quinta-feira, 3, Lula publicou um vídeo em que declara: “nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos” e enfatiza ser “fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.




