Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral concluiu em Brasília a assinatura digital e a lacração dos sistemas que serão utilizados nas urnas eletrônicas nas próximas eleições gerais. O procedimento foi conduzido pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, com a participação de representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Federal.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a assinatura digital funciona como um selo eletrônico, criando uma identificação única para cada sistema e permitindo verificar se o programa executado nas urnas corresponde ao aprovado. O procedimento encerra um trabalho iniciado após as eleições municipais de 2024. Técnicos de oito entidades fiscalizadoras, como Senado Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União, participaram dessa etapa.
De acordo com Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, os sistemas agora estão congelados: “Nenhuma das instituições pode, a partir desse momento, alterar nada dos sistemas eleitorais. Eles estão congelados. Foi firmado um contrato entre as instituições que assinaram digitalmente, e isso é uma segurança do processo de que não haverá nenhum tipo de alteração nesses sistemas.”
De acordo com o tribunal, o ciclo eleitoral brasileiro prevê 40 oportunidades de fiscalização a cada dois anos, e as identificações dos sistemas lacrados serão divulgadas no portal oficial. A próxima etapa será a geração das mídias com os dados dos candidatos. As mídias gravadas foram armazenadas na sala-cofre do tribunal. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.




