Da redação
A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que rejeita a projeção de Mercator no mapa-múndi e apoia o uso de outra projeção, a Equal Earth, que distorce menos as massas continentais. O texto contou com o apoio de 164 países, incluindo o Brasil, enquanto os Estados Unidos foram o único voto contrário.
Segundo o cartógrafo Tom Patterson, criador da Equal Earth ao lado de Bojan Savric e Bernhard Jenny, “a maioria das pessoas, ao olhar para o mapa, diz que simplesmente parece estranho. Foi quando criamos a projeção Equal Earth. Ela mantém uma forma mais familiar do mundo, os continentes não ficam distorcidos, e a área é rigorosamente proporcional em todo o mapa”.
A projeção Equal Earth amplia a representação da África e corrige distorções históricas da projeção de Mercator, apresentada em 1569 por Gerardus Mercator e adotada em cartas náuticas. O ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, afirmou que “um mundo justo começa com um mapa justo” e ressaltou que a proposta não questiona a utilidade de Mercator para navegação marítima e aérea.
De acordo com Dussey, o Togo irá se reunir nos próximos seis meses com membros da União Africana e outros apoiadores para discutir a promoção da Equal Earth. O objetivo é incentivar sua adoção em escolas, instituições e empresas de tecnologia, como parte do esforço africano para enfrentar legados coloniais.




