Da redação
O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou alta de 1,9% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados pela agência. O aumento é atribuído a altas temperaturas e riscos meteorológicos que elevaram as apreensões sobre o abastecimento global.
De acordo com Maximo Torero, economista-chefe da FAO, choques climáticos, tensões geopolíticas e perturbações logísticas limitam as expectativas de oferta de alimentos. Para Torero, “a resiliência, o comércio aberto e os fluxos seguros de fatores de produção são fundamentais para garantir a estabilidade dos preços mundiais dos alimentos”.
O índice de preços dos cereais subiu 2,2%, impulsionado pela incerteza nas colheitas e fluxos comerciais, enquanto a oferta reduzida de leite na União Europeia, causada por clima quente e seco, aumentou o índice de laticínios em 2,3%. O índice de açúcar teve alta de 11,9% devido à menor safra no Brasil e à possível influência do El Niño na produção global.
O boletim da FAO sobre oferta e demanda de cereais projeta para 2026 uma produção mundial de 2,98 bilhões de toneladas, 2% menor que em 2025, embora seja a segunda maior já registrada. A previsão inclui queda no comércio mundial e na produção global de milho, trigo e arroz no período de 2026/27.




