Da redação
Ulrich Siegmund, de 35 anos, é avaliado por veículos internacionais e pela imprensa alemã como possível primeiro político de extrema direita a alcançar o poder na Alemanha desde a Segunda Guerra. Ele disputa o cargo de ministro-presidente na eleição de Saxônia-Anhalt, estado do leste alemão. Segundo pesquisas, a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido ao qual Siegmund pertence, pode ultrapassar 40% dos votos.
A AfD é classificada pelos serviços de segurança do país como “extrema direita comprovada”, rótulo contestado judicialmente pela legenda. O diretório estadual já tem essa caracterização considerada irreversível, com integrantes investigados por discurso de ódio, citações nazistas e desobediência à Constituição. O programa de governo de Siegmund prevê deportações em massa, restrição a serviços de saúde para estrangeiros e intervenções em cultura e educação.
O gabinete do primeiro-ministro Friedrich Merz discute estratégias para impedir que um eventual governo da AfD tenha acesso a segredos de Estado. Se a eleição fosse nacional, o partido teria apoio de 28% do eleitorado, conforme levantamentos. Siegmund diz que respeitará o resultado das urnas e projeta como meta 45 cadeiras para obter maioria; as pesquisas apontam pelo menos 39 assentos.
Siegmund nasceu após a queda do muro de Berlim, graduou-se em psicologia corporativa e fundou uma empresa de marketing olfativo antes de iniciar carreira política, tendo migrado da União Democrata-Cristã (CDU) para a AfD em 2014. Ele ganhou notoriedade ao se opor publicamente às restrições da pandemia e foi citado por um site investigativo em reunião sobre reimigração forçada com empresários.




