Da redação
A permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal passou a ser alvo de questionamentos entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes do núcleo próximo ao presidente avaliam, porém, que mudanças nesse momento poderiam ser prejudiciais em meio ao processo eleitoral, segundo relatos.
Rodrigues enfrenta críticas dentro do próprio grupo governista. Alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores se queixam de supostos “vazamentos seletivos” atribuídos à Polícia Federal, que, de acordo com esses relatos, teriam potencial para prejudicar a campanha de Lula à reeleição.
O nome de Rodrigues consta no relatório divulgado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que também cita o ministro Alexandre de Moraes. A divulgação do documento, cuja confidencialidade foi suspensa, desencadeou uma crise inédita na corte, agravada pela reação de Moraes contra Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, deve definir as próximas medidas após o prazo concedido para as manifestações dos dois ministros.
De acordo com auxiliares do governo, Rodrigues fortaleceu sua posição junto a Lula por resistir a aproximação sugerida entre ele e Mendonça, após atuação do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União. O episódio ocorreu em meio à divulgação de investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, sob relatoria de Mendonça. Após reunião com o ministro Gilmar Mendes, Lula ouviu pedido de apoio a Rodrigues.




