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Crise no STF entre Moraes e Mendonça alimenta disputa eleitoral entre Lula e Flávio


Da redação

Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e André Mendonça, protagonizaram uma crise institucional após Mendonça, relator da investigação do Banco Master, retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal contendo trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e um número atribuído a Moraes. Em reação, Moraes solicitou ao ministro Edson Fachin uma investigação contra Mendonça, por suposto abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa. De acordo com relatório da Palver, até a última sexta-feira (4), Moraes acumulava mais de 80% de menções negativas no ambiente digital.

Segundo a Palver, entre 4 e 6 de setembro, Daniel Vorcaro apareceu em 27% das mensagens públicas monitoradas sobre ministros do STF e em 15% no recorte de mensagens sobre Lula e Flávio Bolsonaro. Nas citações associando Vorcaro a políticos, Flávio Bolsonaro surge ligado ao banqueiro em 56,5% das mensagens, contra 48,7% de Lula. Aproximadamente um terço das mensagens sobre Flávio abordam o caso Master, enquanto, no recorte de Lula, a proporção é de uma em cada sete.

Na análise de mensagens que relacionam a crise do STF a Lula e Flávio Bolsonaro, Moraes é citado em 63% dos conteúdos e Mendonça em 61%, com o banqueiro alcançando Lula por meio de Moraes. A cobrança de impeachment de Moraes domina 8,8% das mensagens sobre a crise do STF no campo bolsonarista, enquanto o campo governista difunde críticas a Mendonça por “vazamentos seletivos” e por supostamente agir em benefício do Partido Liberal. As mensagens incentivam ainda explicações sobre repasses do Banco Master ao filme “Dark Horse”.

Cerca de 10% das menções ao STF nos grupos públicos têm foco em convocação para atos de 7 de Setembro, citando Moraes em 81%, Lula em 42% e Flávio Bolsonaro em 18%. Pesquisa do Datafolha indica 38% de intenção de voto para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro, ambos com alta rejeição. Conforme apontam os dados monitorados, o impacto da crise do Supremo Tribunal Federal é explorado nas estratégias das campanhas, influenciando debates e mobilização digital.