Início Distrito Federal Eleições no DF mantêm contato direto nas ruas apesar do avanço digital

Eleições no DF mantêm contato direto nas ruas apesar do avanço digital


Da redação

A disputa eleitoral no Distrito Federal evidencia o contraste entre campanhas digitais e tradicionais. Enquanto equipes utilizam algoritmos e inteligência artificial para segmentar eleitores, candidatos investem até 16 horas diárias em atividades presenciais, como caminhadas em feiras e terminais, buscando humanizar suas campanhas e alcançar públicos além das redes sociais.

Especialistas como Valdir Pucci e Juarez da Silva avaliam que a presença física é indispensável sobretudo para candidatos a cargos proporcionais, devido ao tempo reduzido de televisão. Já para os que disputam cargos majoritários, como a governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), o corpo a corpo assume papel simbólico, reforçando a imagem diante do eleitorado, que é majoritariamente alcançado por canais tradicionais e recursos digitais.

Candidatos como Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Samara Mineiro (UP) e Kiko Caputo (Novo) destacam a importância do contato presencial, considerando-o insubstituível para ouvir demandas, identificar problemas e gerar confiança. Segundo os postulantes, esse contato direto aproxima o eleitor e permite compreender melhor as prioridades das comunidades visitadas.

As ações nas ruas, contudo, enfrentam limites impostos pela legislação eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral proíbe a distribuição de brindes, restringe uso de carros de som e exige autorização para uso de imagem em campanhas digitais, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados. Advogados alertam ainda para o cuidado na prestação de contas de despesas e apontam como desafio registrar todos os gastos, já que a fiscalização sobre as campanhas digitais é mais difícil do que no ambiente físico.