Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) e aliados transformaram os atos de 7 de Setembro em plataforma eleitoral, segundo análise de manifestações realizadas na Avenida Paulista. Candidatos e apoiadores do parlamentar utilizaram bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos para direcionar o discurso do evento, que incluiu gritos de “fora, Moraes”, mas também ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo relatos, tudo nos atos foi planejado para fortalecer Flávio. Romeu Zema (Novo) esteve presente, mas foi hostilizado por um apoiador de Flávio, que afirmou que o candidato “falou mal do Flávio” e, portanto, não seria bem-vindo. Silas Malafaia também discursou, chamando o candidato Augusto Cury de “analfabeto político de alto grau”.
De acordo com a campanha de Flávio, a associação entre Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e Lula impulsiona a estratégia eleitoral do parlamentar. A atuação de apoiadores do ministro, denominados “Moraesminions”, reforça a defesa de Moraes diante do impacto da crise no Supremo sobre a campanha petista, o que, segundo a avaliação, beneficia Flávio.
O levantamento da Quaest divulgado após o feriado apontou empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno pela primeira vez desde março. Augusto Cury, único candidato fora da polarização a alcançar dois dígitos nas intenções de voto, também foi citado nos discursos durante a manifestação.




