Por Alex Blau Blau
Celebrações pelos 204 anos da Independência ocorrem em meio à campanha presidencial, com Lula na Esplanada dos Ministérios e Flávio Bolsonaro em manifestação na Avenida Paulista
O Brasil comemora nesta segunda-feira, 7 de setembro, os 204 anos da Independência em um cenário marcado pela proximidade das eleições. Enquanto Brasília recebe o tradicional desfile cívico militar, candidatos à Presidência também participam de atividades em diferentes regiões do país.
Na capital federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia na Esplanada dos Ministérios, com início previsto para as 9h e duração aproximada de duas horas. A programação deste ano foi organizada em torno da soberania nacional, do enfrentamento à violência contra as mulheres e da Copa do Mundo Feminina de 2027.
O desfile reúne integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea, além de autoridades do governo. A primeira dama Janja Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e ministros também estão entre os convidados.
Com o lema “Soberania: A Força que Une o Brasil”, a cerimônia pretende valorizar as cores verde e amarela e transmitir uma mensagem de unidade nacional. Atletas ligadas à história da Seleção Brasileira feminina de futebol também integram a programação.
Em pleno período eleitoral, o governo adotou cuidados para separar a solenidade oficial da campanha presidencial. Os preparativos passaram por acompanhamento jurídico da Advocacia Geral da União, diante da preocupação de que manifestações de caráter eleitoral durante o evento possam provocar questionamentos na Justiça.
A orientação é para que ministros e apoiadores evitem símbolos, acessórios ou manifestações diretamente associados à campanha de Lula. A cautela ocorre também diante dos precedentes envolvendo o uso das comemorações da Independência para fins eleitorais.
Ato na Avenida Paulista
Em São Paulo, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro escolheu a Avenida Paulista para uma manifestação marcada para as 15h. O ato terá como principais alvos políticos o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A mobilização ganhou novo discurso após recentes revelações envolvendo Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Flávio passou a defender publicamente a saída do ministro e investigações sobre sua atuação.
A manifestação também será um teste para a capacidade de mobilização da campanha do senador. Aliados buscam ampliar a presença dos eleitores ligados ao ex presidente Jair Bolsonaro e transformar o 7 de Setembro em uma demonstração de força política nas ruas.
Disputa presidencial segue apertada
As comemorações acontecem em um momento de disputa acirrada pelo Palácio do Planalto. Levantamentos divulgados nos últimos dias apontam Lula e Flávio Bolsonaro como os dois principais nomes da corrida presidencial.
Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 33%. Augusto Cury apareceu com 8%. Em uma eventual disputa direta, Lula registrou 46% e Flávio, 44%, diferença equivalente à margem de erro do levantamento.
Outra pesquisa, da Quaest, divulgada em 2 de setembro, apontou Lula com 37%, Flávio com 30% e Augusto Cury com 10% no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, Lula marcou 42% e Flávio 41%, caracterizando empate técnico.
Outros presidenciáveis também aproveitarão o feriado para atividades públicas. Augusto Cury programou uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado deve participar de evento em Goiás, enquanto Romeu Zema terá agenda em São Paulo.
Assim, o 7 de Setembro de 2026 reúne o simbolismo tradicional da Independência e os movimentos de uma campanha presidencial que entra em uma fase cada vez mais intensa.




