Início Brasil Brasil mantém desempenho no Pisa, mas diminui distância para países da OCDE

Brasil mantém desempenho no Pisa, mas diminui distância para países da OCDE


Da redação

A educação brasileira permaneceu estagnada nos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com desempenho considerado baixo em Ciências, Matemática e Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais, e abaixo da média em Leitura. O Pisa avaliou 30.140 estudantes de 1.053 escolas brasileiras, comparando o Brasil a 90 outros países e economias em diferentes áreas do conhecimento.

Em Leitura, estudantes brasileiros registraram 408 pontos em 2025, dois a menos que no exame anterior, e ficaram na 52ª posição, atrás de Chile e Uruguai. A proficiência mínima, classificada como nível 2, foi alcançada por 49% dos estudantes, frente a 69% na média da OCDE. Em Ciências, o País ocupa a 67ª posição, com 409 pontos, enquanto em Resolução de Problemas computacionais está no 69º lugar, atrás de vizinhos como Chile, Peru, Colômbia e Equador.

Matemática foi a área de pior desempenho do Brasil, com 377 pontos e ocupando a 71ª colocação. Apenas 28% dos alunos conseguiram ao menos o nível 2 de proficiência, índice que chega a 65% na média da OCDE. Segundo a OCDE, quase nenhum estudante brasileiro atingiu os altos níveis 5 e 6 da escala, e a diferença para os países mais ricos permanece significativa. O Ministério da Educação destacou a estabilidade dos resultados e recuperação, especialmente após a pandemia de covid-19.

Ao longo de duas décadas, o Brasil avançou na inclusão escolar e reduziu consideravelmente a diferença de desempenho em relação aos países ricos, conforme relatório da OCDE. Em Leitura, a distância do Brasil para a média da OCDE caiu de 102 para 58 pontos desde 2006. Em Ciências, a diferença diminuiu de 113 para 77 pontos, enquanto em Matemática houve redução de 131 para 92 pontos.