Da redação
O Ministério Público Eleitoral apresentou ao menos 14 pedidos de impugnação de candidaturas suspeitas de ligação com o crime organizado em cinco estados, conforme informações apuradas junto às Procuradorias eleitorais. Mais da metade dos questionamentos foi registrada no Rio de Janeiro, onde teve origem o novo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, que permite barrar grupos paramilitares da disputa.
Segundo as Procuradorias, os casos identificados estão distribuídos entre Rio de Janeiro (oito), São Paulo (dois), Paraíba (dois), Amapá (um) e Bahia (um). Os candidatos citados integram partidos como PRD, MDB, PSD, Republicanos, PT, PSDB, Podemos, PP, Avante e União. Das 14 impugnações, três já analisadas no Rio resultaram em veto às candidaturas dos deputados Val Ceasa (PRD) e Renato Machado (PT), além do candidato Diego Alba (PSDB) – todos aptos a recorrer ao TSE. Os demais registros ainda aguardam julgamento.
Em São Paulo, a Procuradoria pediu veto à candidatura de Ney Santos (Republicanos), investigado por ligação com o PCC, enquanto sua irmã, Ely Santos (Republicanos), que responde a duas ações por suspeita de envolvimento com organização criminosa, não teve candidatura impugnada. No Rio, a Procuradoria se manifestou favorável à candidatura de Márcio Canella (União), mesmo após busca e apreensão determinada pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de informações sobre alcance das investigações, conforme nota do órgão.
As impugnações representam menos de 2% dos 974 pedidos do Ministério Público Eleitoral no país. O novo entendimento do TSE, estabelecido em 2024, não exige condenação em segunda instância: são necessários “elementos denotativos de participação em milícia armada”. Há casos sob sigilo e critérios distintos entre estados, com impugnações inclusive de investigados sem denúncia formalizada e de familiares de réus.





