Da redação
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota em que manifesta preocupação com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais impactos no debate nacional, especialmente quanto à possibilidade de as propostas de desenvolvimento para o país perderem espaço na agenda. O comunicado, intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, é assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban.
De acordo com Alban, o cenário atual exige uma reação institucional “vigorosa, de forma justa e responsável”, devido à “extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados”. O presidente da CNI avalia que “a República enfrenta um teste de integridade inédito”.
O texto destaca que a situação recorrente no STF poderia levar o Brasil a um ambiente de “instabilidade insustentável”, afetando a confiança nas instituições públicas, elemento considerado pelo dirigente como “alicerce da democracia”. A nota frisa que episódios sucessivos podem lançar o país em uma conjuntura de especial gravidade.
A CNI defende a busca por consenso para preservar a agenda de longo prazo, incluindo metas fiscais e políticas econômicas estruturantes para garantir investimentos e crescimento. Segundo a entidade, isso só será possível “de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária”. A nota não cita nomes nem se posiciona diretamente em relação à disputa presidencial.





