Da redação
A retomada da violência envolvendo forças governamentais do Iêmen e integrantes do grupo houthi provocou o deslocamento de 18,5 mil pessoas nas províncias de Taiz e Al-Hodeidah, conforme a Organização Internacional para Migrações. As famílias fogem em meio ao aumento de civis mortos e feridos.
Segundo Abdusattor Esoev, chefe da missão da OIM no Iêmen, o agravamento dos combates e a insegurança das rotas dificultam a saída das pessoas nas áreas de conflito. Ele afirma que “os combates e a insegurança nas rotas de acesso podem impedir a saída segura das famílias”. Muitas destas famílias já enfrentaram deslocamentos anteriores, tendo de deixar para trás abrigo e bens pessoais.
A pressão sobre centros urbanos e comunidades de acolhimento no sul de Taiz e na costa oeste aumentou com o novo fluxo de deslocados. Segundo a OIM, as equipes humanitárias enfrentam dificuldades logísticas devido a estradas bloqueadas e redes de telecomunicações interrompidas, e os estoques de emergência estão esgotados. Há déficit no fornecimento de água potável, apoio em higiene e necessidade de cuidados médicos para os feridos.
Hans Grundberg, enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, declarou que o país corre o maior risco de novo conflito em larga escala desde o cessar-fogo mediado pela ONU em abril de 2022. Ele fez um apelo pelo respeito ao direito humanitário, proteção dos civis e por uma solução política abrangente.





