Início Política Setor privado pede ação rápida do STF e afastamento de ministros investigados

Setor privado pede ação rápida do STF e afastamento de ministros investigados


Da redação

Sete entidades empresariais, lideradas pela Confederação Nacional da Indústria, a Confederação Nacional do Comércio, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, divulgaram manifesto cobrando que o plenário do Supremo Tribunal Federal se reúna em sessão pública para decidir os próximos passos diante da atual crise. O documento reuniu 2.764 assinaturas de associações e federações do setor privado.

No texto, os signatários afirmam que o STF é o guardião da Constituição, mas destacam que “guardião algum está dispensado de prestar contas”. Segundo o manifesto, “quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História”. O documento sustenta ainda que a Constituição impõe à Corte julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

As entidades apontam que não existe Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita e classificam a situação atual como uma crise institucional de “extrema gravidade”, cujo epicentro seria o Supremo Tribunal Federal. As organizações também divulgaram notas individuais reforçando essas cobranças em defesa da transparência e responsabilidade do Judiciário.

Além do manifesto principal, outro documento intitulado “Pela Lei e pelo Brasil” foi difundido e reúne 157 assinaturas de empresários, economistas, acadêmicos e representantes da sociedade civil, como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, a empresária Luiza Helena Trajano e o apresentador Luciano Huck. O texto, publicado em jornais, cobra apuração “completa, célere e independente” dos fatos, afastamento cautelar de investigados e a criação de um código de conduta para cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.