Da redação
Uma força-tarefa resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em diferentes regiões do Brasil. As ações ocorreram em 18 estados e no Distrito Federal. Minas Gerais registrou o maior número de casos, concentrando 208 resgates, conforme dados oficiais.
Entre os trabalhadores resgatados estavam 13 crianças e adolescentes, além de 66 migrantes provenientes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. Um dos casos envolveu uma trabalhadora doméstica de 51 anos, que morava na casa dos empregadores desde os dez anos, sem registro formal e sem receber salário de forma regular.
A maioria dos resgates ocorreu em áreas rurais. No entanto, a construção civil foi o setor com mais trabalhadores resgatados, somando 85 pessoas. Em seguida, aparecem o cultivo de café, com 53, de cebola, com 47, e de batata-inglesa, com 44. Os trabalhos da força-tarefa contaram com participação do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Polícia Federal.
Segundo as autoridades, os empregadores precisaram suspender as atividades e regularizar a situação dos trabalhadores, incluindo a formalização retroativa dos vínculos empregatícios. O valor a ser pago em verbas trabalhistas e rescisórias ultrapassa R$ 1,4 milhão. As vítimas tiveram acesso ao seguro-desemprego especial, composto por seis parcelas de um salário mínimo cada.





