Da redação
O saldo da caderneta de poupança registrou queda em agosto, de acordo com relatório do Banco Central. As retiradas superaram os depósitos em R$ 10,5 bilhões no período. Foram aplicados R$ 357,7 bilhões e sacados R$ 368,2 bilhões, com rendimentos de R$ 6,5 bilhões no mês.
Esse resultado marca o terceiro mês consecutivo de saques líquidos na poupança. Conforme o Banco Central, em 2026, apenas em maio os depósitos superaram as retiradas. Até agosto, a caderneta acumula R$ 57,1 bilhões em saídas líquidas. O saldo total da poupança é pouco superior a R$ 1 trilhão.
Entre os motivos apontados para o movimento está a manutenção da Selic elevada, cenário que incentiva aplicações em produtos com maior rendimento. A taxa básica de juros está em 14% ao ano, conforme definido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic atingiu 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança somaram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que, em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulou 4,44% em 12 meses. A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11).





