Da redação
Ciro Gomes (PSDB) anunciou uma aliança com o Partido Liberal (PL) para disputar o governo do Ceará nas próximas eleições. O acordo, divulgado em vídeo nas redes sociais, une o ex-ministro a nomes como André Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil), antigos opositores, conforme informações das campanhas. A aproximação enfrenta resistência dentro do próprio PL, incluindo críticas de Michelle Bolsonaro (PL), que considera Ciro o principal responsável pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro, e recorda ataques pessoais feitos ao ex-presidente e seus familiares.
Capitão Wagner declarou em nota que, apesar do histórico de embates, a união representa o entendimento de que “nenhum interesse pessoal, vaidade ou mágoa poderia ficar acima do Ceará”. O advogado e analista político Melillo Dinis analisou que alianças desse tipo resultam de interesses de lideranças partidárias, e não necessariamente de afinidade ideológica. Segundo Dinis, trata-se de um “acordo de partida”, movido pelas expectativas de resultado eleitoral.
Em Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT) concorre ao governo estadual com apoio do PSDB, legenda de Aécio Neves (PSDB). Em 2016, Kalil e Aécio protagonizaram intensa rivalidade, incluindo declarações públicas agressivas. Na sabatina Folha/UOL, Kalil afirmou que “agredi o Aécio, mas ele nunca respondeu” e classificou a reaproximação como decisão política. Procurados, Kalil disse que não comentará o tema e Aécio não respondeu.
No Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD) e Maria de Lourdes Abadia (PSD), antigos rivais desde a eleição de 2006, agora dividem espaço em convenções partidárias e eventos eleitorais. Arruda destacou que os dois sempre preservaram o respeito pessoal, apesar das disputas. Abadia foi procurada pelas redes sociais, sem retorno.




