Da redação
A tradicional Lavagem de Madeleine, evento afro-brasileiro realizado há vinte e cinco anos em Paris, não recebeu autorização da Igreja para ocorrer na escadaria da igreja de mesmo nome. Segundo os organizadores, a cerimônia será transferida para a área pública em frente ao templo, com expectativa de 60 mil pessoas.
De acordo com comunicado divulgado pela organização, a mudança ocorreu após o pároco de La Madeleine, monsenhor Patrick Chauvet, informar que não autorizaria a lavagem das escadarias em 2026, como vinha ocorrendo. Os organizadores lamentaram a decisão e afirmaram estar abertos ao diálogo.
A celebração manterá a programação cultural, incluindo apresentações de artistas, cortejo pelas ruas de Paris e shows como o da cantora Mariene de Castro, que dividirá o comando do evento com Robertinho Chaves, mestre de cerimônias. Também participarão Jau, a franco-brasileira Gildaa e Lorena Pires, da Academia de Ópera Nacional de Paris, que interpretará a oração “Ave Maria”.
A Lavagem de Madeleine reúne elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana. Na última edição, homenageou Preta Gil e em anos anteriores contou com nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Carlinhos Brown e Olodum. O evento, reconhecido como patrimônio imaterial pelo Ministério da Cultura francês desde 2022, integra a Rota dos Escravizados da Unesco.





