Da redação
A polícia turca realizou operações em bares, organizações e residências ligados a ativistas LGBTQIA+, em 15 províncias do país, incluindo Istambul, Ancara e Izmir. Autoridades afirmaram que a ação resultou em procedimentos judiciais contra 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas.
Segundo o ministro da Justiça, Akin Gürlek, as operações fazem parte do programa “Década da Família”, idealizado por Recep Tayyip Erdogan para “proteger nossas crianças, a instituição familiar e a ordem social”. Autoridades informaram que drogas, equipamentos digitais, bebidas alcoólicas contrabandeadas e uma arma de fogo foram apreendidos nos locais.
A associação Kaos GL, que atua na defesa dos direitos LGBT+, informou que seu escritório em Ancara foi vasculhado, com ao menos 50 ativistas detidos, dez deles em casa. A entidade afirmou ser alvo de investigação por “obscenidade” e relatou bloqueio de perfis em redes sociais e sites ligados à comunidade.
Organizações de direitos humanos rejeitam a justificativa das autoridades, acusando o governo de intensificar a repressão à população LGBT. Desde 2014, as autoridades proibiram as paradas do orgulho nas grandes cidades. Leis turcas não criminalizam a homossexualidade, mas ativistas relatam dificuldades para acesso a direitos.





