Da redação
Mais de 1,3 mil pessoas morreram e milhares estão desaparecidas após inundações repentinas atingirem o Nepal no mês passado, segundo avaliações preliminares da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O fenômeno forçou milhares de moradores a abandonar suas casas e provocou danos severos na agricultura e na pecuária das áreas afetadas.
De acordo com a FAO, aproximadamente 1,8 mil hectares de cultivos foram destruídos, somando-se à morte de milhares de animais destinados à produção pecuária. Cultivos e criações foram soterrados por lama e sedimentos especialmente nos corredores dos rios Bhote Koshi e Trishuli. A destruição de tanques de piscicultura, estradas, pontes e mercados afetou o fluxo de alimentos, ração animal, leite e demais insumos agrícolas.
A vice-diretora-geral da FAO, Beth Bechdol, destaca que os impactos das cheias comprometem a segurança alimentar das famílias ligadas à agricultura, podendo afetar não apenas a atual, mas também as próximas safras. Para Bechdol, é necessária a recuperação dos solos, sistemas de drenagem e irrigação, além de suporte aos agricultores para preparar a próxima safra. Caso a próxima temporada de plantio seja perdida, o impacto deverá se prolongar nas comunidades rurais.
Segundo a agência, antes do desastre, os 11 municípios mais atingidos reuniam mais de 350 mil cabeças de gado bovino, bubalino, ovino e caprino e 1,6 milhão de aves. A FAO estima que entre 5% e 10% desse rebanho, além de milhares de cabeças de gado, tenham sido perdidos. Os animais sobreviventes estão mais vulneráveis a doenças, o que eleva a necessidade de vacinação, tratamento e vigilância sanitária.





