Da redação
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) relatam “alívio” após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, levantar o sigilo sobre investigações do caso Dark Horse. Segundo a equipe do senador, não surgiram elementos novos ligando Flávio à gestão do filme, e a revelação das informações fortaleceria sua defesa.
A avaliação interna é de que a quebra de sigilo aponta o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, como patrocínio privado à produção. Aliados entendem que isso deve permitir ao senador investir em uma nova ofensiva sobre casos relacionados a assessores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mencionando nomes como Fábio Luís Lula da Silva, Marco Aurélio Santana e Jaques Wagner (PT).
Segundo relatório do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal conduz outro inquérito sobre o caso, aberto por ordem do ministro André Mendonça, apurando a relação de Flávio Bolsonaro com o filme e repasses de R$ 61 milhões feitos por Vorcaro, a pedido do senador. A investigação também examina suspeitas de uso desses valores para financiar atividades do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O levantamento do sigilo, que envolve mais de 5 mil documentos, buscou centralizar a investigação no STF. Flávio Dino, na Petição nº 16.669/DF, determinou a retirada do sigilo para garantir transparência. Também houve operação da Polícia Federal contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse.





