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TJDFT mantém penas de hackers por invasão e extorsão ao Hospital Santa Marta


Da redação

A Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou, por unanimidade, recursos do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e das defesas de Nicollas Gabriel Pytlak e Paulo Henrique de Jesus França. Conforme a Justiça, em 2022, a dupla invadiu a rede de dados do Hospital Santa Marta e exigiu pagamento para não divulgar dados confidenciais de pacientes e funcionários.

As investigações apontaram que o grupo pretendia paralisar os sistemas do hospital por meio de um ataque com ransomware, utilizando malwares considerados altamente destrutivos. Segundo o relatório policial, Nicollas ameaçou expor informações após passar a exigir do diretor do hospital pagamento em bitcoins, comprovando o acesso aos dados ao encaminhar imagens, conversas, e-mails e senhas.

Depoimentos à Polícia Civil detalharam que a quantia exigida chegou a 43 bitcoins, equivalente a mais de R$ 16 milhões. A decisão manteve a pena de Nicollas em oito anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 33 dias-multa. Paulo Henrique teve pena fixada em nove anos e quatro meses, também em regime inicial fechado, e 43 dias-multa.

Durante buscas, a equipe policial encontrou material pornográfico infantil armazenado por Paulo Henrique em dispositivo eletrônico, em período que se estendeu até o dia 29/09/2023. O relator, desembargador Silvanio Barbosa dos Santos, rejeitou argumentos de cerceamento de defesa das partes e destacou que a identificação de Nicollas ocorreu por cruzamento de dados investigativos, não apenas pelo endereço de IP.