Da redação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota em que refuta a afirmação do governo dos Estados Unidos, sob gestão Donald Trump, de que o Brasil falhou ou se omitiu no combate ao crime organizado internacional. O posicionamento americano fez parte de documento enviado pela Casa Branca ao Congresso.
Segundo o órgão brasileiro, a posição dos EUA ignora iniciativas nacionais, como a Lei Antifacção e o Programa Brasil contra o Crime Organizado, e desconsidera a cooperação já existente entre os dois países na área. “O governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, como demonstram os resultados obtidos nos últimos anos”, afirma a nota.
De acordo com o documento norte-americano, o Brasil “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações consideradas pelo governo dos EUA como responsáveis por transformar o território brasileiro em centro de fluxo global de cocaína. O texto é enviado anualmente ao Congresso americano por exigência legal.
O governo dos Estados Unidos afirmou que a inclusão de países no relatório não representa necessariamente avaliação negativa dos esforços de seus governos, já que os critérios incluem fatores geográficos, comerciais e econômicos. Na lista atual, 23 países foram classificados como grandes produtores ou rotas de drogas, incluindo México, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador. O Brasil ficou fora da relação.





