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Suplente do PT ao Senado é atingida por tiros de borracha da Polícia Militar


Da redação

Fernanda Klitzke, advogada e segunda suplente ao Senado por Santa Catarina pelo PT, foi atingida por tiros de borracha durante ação da Polícia Militar em Jaraguá do Sul. Segundo Klitzke, ela foi imobilizada e agredida após se apresentar como advogada e tentar intervir em desentendimento entre agentes e um motorista denunciado por som alto.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi chamada após reclamação sobre volume alto próximo a uma festa de militantes do PT. A corporação afirmou que enfrentou reação agressiva durante a abordagem e que policiais teriam sido lesionados. Um procedimento interno foi instaurado para apuração dos fatos e atuação dos agentes.

Vídeos do episódio mostram Klitzke sendo levada ao chão e atingida por disparos de bala de borracha enquanto estava imobilizada. Segundo ela, não houve tentativa de reagir contra a polícia e pedidos de calma foram feitos. Fernanda, o motorista e outra militante foram conduzidos à delegacia e autuados por desacato, desobediência e resistência, sendo liberados depois.

O PT nacional classificou o caso como episódio de violência política e pediu apuração rigorosa. O presidente Lula (PT) telefonou para Klitzke em solidariedade, enquanto Jorginho Mello (PL), governador do estado, afirmou que houve tentativa de tumulto por parte dela. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, o Ministério Público e a OAB de Jaraguá do Sul informaram que acompanham o caso.