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Milton Leite, ex-vereador de São Paulo, é alvo de operação que investiga PCC


Da redação

O ex-vereador Milton Leite (União) é alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil por suposta infiltração da facção PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo. A decisão judicial que autorizou a operação, assinada pelo desembargador Sérgio Ribas, aponta que Leite seria “o dono de fato” da Transwolff, empresa acusada de lavar dinheiro para o grupo criminoso. A Transwolff nega as acusações.

De acordo com inquérito da Corregedoria da Polícia Militar, o nome de Leite aparece em supostas conexões com policiais militares presos por trabalharem na escolta particular de dirigentes da Transwolff. Em mensagens, o ex-vereador foi chamado de “chefe” pelo sargento Nereu Aparecido Alves, em contato com o diretor da empresa, Cícero de Oliveira. Um dos policiais presos, Alexandre Aleixo Romano Cezario, afirmou acreditar que o capitão Alexandre Paulino Vieira teria sido indicado por Leite para coordenar a segurança na empresa.

Relatório da Corregedoria apontou “estreitas ligações” entre Milton Leite e o capitão Alexandre Vieira, que atuou como assessor na Câmara Municipal desde outubro de 2014. Questionado à época, Leite disse que nunca indicou policiais militares para prestação de serviço à Transwolff e que manteve Vieira no cargo em razão de sua permanência em outras gestões do Legislativo municipal. Após a Operação Fim da Linha, o contrato da Transwolff com a prefeitura foi cancelado.

Em declaração, Leite afirmou estar fora de São Paulo, negou estar foragido e disse que planeja se apresentar à Justiça em 24 horas. “Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida”, declarou, ressaltando que sua relação com o setor de transportes foi institucional, a pedido do ex-prefeito Bruno Covas. Ele também afirmou nunca ter sido proprietário da Transwolff.