Da redação
Uma expedição científica partiu de Fortaleza (CE) com destino à Zona de Fratura Romanche, formação submarina de cerca de 1 mil quilômetros entre a costa Nordeste do Brasil e o oeste da África, para mapear e explorar a região. A iniciativa, batizada de The Gap, utiliza um rover e um submarino autônomo, operados a partir do navio de pesquisa Falkor (too), para estudar duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e vida marinha em paredes submarinas com profundidade de até 4,5 mil metros.
O principal objetivo da equipe, liderada por José Angel Perez, professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), é investigar a ressurgência equatorial, fenômeno no qual águas frias e ricas em nutrientes chegam à superfície. Segundo Perez, os pesquisadores buscam entender a relação desse processo com as comunidades profundas, além de analisar a dinâmica das correntes e os habitats de fundo.
A equipe também pretende avaliar o impacto humano e as mudanças climáticas nessas comunidades. Conforme o pesquisador, alterações nos ventos e o avanço da acidificação dos oceanos preocupam, pois afetam a cadeia alimentar e ameaçam depósitos de vida marinha. Um dos focos é reunir dados que subsidiem novas pesquisas e reforcem a necessidade de áreas de preservação.
A bordo, estão outros cinco professores universitários brasileiros, sete estudantes, um pesquisador e a tripulação, totalizando 25 especialistas de cinco nacionalidades. O Falkor (too) foi cedido pelo Schmidt Ocean Institute, que patrocina a expedição e transmitirá as operações ao vivo. O instituto prevê ainda outras oito expedições na região do Atlântico Sul e Caribe.





