Da redação
O Debate Geral de líderes internacionais das Nações Unidas começou nesta terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que gera resultados para todos”. Conforme a Assembleia Geral, o evento reúne representantes dos 193 Estados-membros, organizações humanitárias, setor privado, sociedade civil e milhares de jornalistas.
Seguindo a tradição, o Brasil foi o primeiro país a discursar na tribuna, sendo sucedido pelos Estados Unidos, país anfitrião da sede da ONU. Neste ano, são esperados mais de 70 chefes de Estado, 45 chefes de governo, 50 ministros, 11 vice-presidentes e um príncipe-herdeiro. Estão programados 166 eventos paralelos e seis encontros de alto nível durante a semana, segundo a organização.
Os temas escolhidos para destaque incluem subida do nível do mar, combate ao racismo, preparação para pandemias, direito ao desenvolvimento, ação climática e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse em rede social que “o mundo precisa de diálogo internacional, cooperação e ação”. Entre os países de língua portuguesa presentes, Angola discursa também nesta terça-feira, Timor-Leste e Moçambique participam na quarta, Portugal na quinta, Guiné-Bissau na sexta e Cabo Verde no sábado.
Entre as pautas do encontro, está o futuro da inteligência artificial e seu papel de apoio à humanidade. Os Estados-membros solicitaram 1.553 reuniões bilaterais, realizadas em cabines temporárias na ONU, e o número de credenciais expedidas ultrapassa 18 mil. Este é o último ano do português António Guterres como secretário-geral; candidaturas ao posto mobilizam contatos entre delegações, principalmente do Conselho de Segurança.





