Da redação
A operação policial mirou o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e mais 15 pessoas suspeitas de relação com o Primeiro Comando da Capital no setor de transportes, conectando os investigados ao Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Iase), organização social de saúde com histórico de problemas na Justiça e no Tribunal de Contas de São Paulo.
Segundo autoridades, dois alvos têm ligação com o Iase. Um deles é José Daniel Satilite, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital e conselheiro da então Aceni em 2017, conforme a Polícia Civil. O outro é Paulo Korek, que se entregou após quase três dias foragido. Irmão e sogro de Korek também participaram do conselho da entidade. Áudios interceptados em 2020 mostram Satilite propondo criar uma ONG e afirmando que Korek já havia participado do processo.
A polícia afirma que Satilite atuava como laranja de outros investigados nos setores de transportes e saúde. Ele está foragido após ter prisão decretada. Procurado, o advogado Roberto Vasco, defensor de Korek, afirmou: “Não existe imputação feita a ele. O que ali é dito são terceiros falando, diálogos de terceiros citando pessoas. Não existe uma ligação dele, ele falando com ninguém”. O Iase não respondeu às tentativas de contato, mas negou irregularidades em ocasiões anteriores.
O Iase responde a investigações que afastaram Rodrigo Manga (Republicanos) do cargo de prefeito de Sorocaba, em processo da Justiça Federal. A gestão de Manga firmou dois contratos com o instituto, um deles sem licitação e outro com edital direcionado, segundo o Ministério Público Federal. Parte dos desvios denunciados saía de contratos entre o instituto e fornecedores ligados à diretoria.





