Da redação
Os fluxos globais de remessas cresceram de forma contínua na última década, consolidando-se como rede de proteção financeira para milhões de famílias, segundo relatório do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). O envio de recursos, impulsionado pelo alto custo de vida e pelo compromisso de apoiar parentes, beneficia lares em África, América Latina, Ásia e Europa.
De acordo com Pedro de Vasconcelos, gerente do Mecanismo de Financiamento de Remessas do Fida, os recursos recebidos suprem necessidades urgentes, como alimentação, saúde, educação e moradia. Ele afirma que cerca de um terço das remessas enviadas por trabalhadores no exterior vai para zonas rurais, tradicionalmente pouco atendidas por instituições financeiras.
Segundo Vasconcelos, aproximadamente 233 bilhões de dólares chegam frequentemente a essas comunidades, incluindo países africanos e lusófonos. As famílias beneficiárias investem cerca de 22 milhões de dólares por ano em sistemas agroalimentares rurais. O Fida prioriza a catalisação dos recursos como forma de transformação social e econômica.
O Fida não interfere na gestão dos recursos pelas famílias, mas apoia a ampliação de instrumentos financeiros formais, como poupança, crédito adaptado e seguros. Conforme a instituição, essa integração fortalece a resiliência das comunidades diante de choques financeiros e desafios como as mudanças climáticas, permitindo maior proteção de ativos e investimento em sustentabilidade.




