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ANJL afirma que apostas migraram para o mercado clandestino após proibição do governo


Da redação

A Associação Nacional de Jogos e Loterias, que representa empresas de apostas no Brasil, contestou declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a respeito da suposta queda a zero do movimento das bets após a proibição do setor. Segundo a entidade, houve um “aumento significativo” dos sites ilegais e a movimentação migrou para o mercado clandestino.

A associação afirmou que dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos do Banco Central indicam queda nas transações via Pix já antes do anúncio da Medida Provisória que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa. Para a ANJL, a análise desse dado precisa considerar variações sazonais, como a proximidade do fim do mês.

Segundo o Banco Central, as movimentações caíram 10% nos três dias posteriores à edição da medida, em comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores. Já a ANJL defende comparar períodos equivalentes do calendário mensal, o que, de acordo com a análise da entidade, aponta redução de 3% na quantidade de transações Pix, mas aumento de 3,7% no valor total movimentado.

O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, atribuiu a diferença de resultados à metodologia de comparação. Ele argumentou que “os dados disponíveis não permitem atribuir automaticamente a redução das transações Pix observada após 25 de setembro à proibição do mercado regulado de apostas”, ressaltando ainda que, em períodos equivalentes, o volume financeiro aumentou.