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FMI aponta resiliência econômica de Macau, mas dependência do jogo e turismo persiste


Da redação

A economia da Região Administrativa Especial de Macau, na China, manteve-se resiliente diante de fatores externos adversos, segundo avaliação do Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional. Conforme o órgão, o crescimento permanece apoiado no desempenho dos setores do jogo e do turismo, que respondem por grande parte da atividade econômica regional.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o setor do jogo representa de 40% a 45% do Produto Interno Bruto, enquanto o turismo vindo da China continental responde por 70% das chegadas de visitantes. No último ano observado, Macau superou os níveis de fluxo turístico registrados antes da pandemia de Covid-19, embora as receitas brutas do jogo tenham se mantido cerca de 15% abaixo das de 2019 devido ao reforço das medidas de combate à lavagem de dinheiro e à mudança nos padrões de despesa dos visitantes.

O órgão destaca riscos ao crescimento econômico local, como a desaceleração da economia chinesa, a maior concorrência no setor do jogo e a ausência de uma recuperação generalizada da demanda interna. O FMI prevê que, após alta de cerca de 4,7% prevista para 2025, o crescimento do PIB de Macau deverá desacelerar para 3,3% em 2026, 3,1% em 2027 e aproximadamente 3% ao ano até 2031. Segundo a análise, reformas estruturais são necessárias para diversificar a economia e estimular o mercado interno.

O relatório aponta que Macau enfrenta desafios demográficos, com uma das maiores taxas de dependência de idosos do mundo. Em 2024, pessoas com 65 anos ou mais somavam 15% da população, o que deve pressionar os gastos públicos com pensões e saúde em mais 2,3 pontos percentuais do PIB até 2031. O FMI também alerta para a vulnerabilidade da região a eventos climáticos extremos e riscos geopolíticos.