Da redação
Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, acusou o ex-governador Anthony Garotinho de promover uma “armação” para favorecer Douglas Ruas (PL) na disputa eleitoral após a desistência de Garotinho de um recurso no Tribunal Superior Eleitoral. Paes afirmou tratar-se de uma “clara interferência eleitoral”, alegando que Garotinho buscou transferir ao próprio grupo o poder de definir o desfecho da eleição.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Paes classificou Garotinho como “candidato laranja” de Ruas e disse que sua candidatura teria o único objetivo de tumultuar o pleito estadual. “Demorou, mas hoje finalmente tá todo mundo sabendo do escândalo que eu tô alertando desde o início da campanha”, declarou Paes. Ele destacou ainda que tentou impedir a participação de Garotinho por via judicial, alegando a existência de condenações judiciais anteriores.
De acordo com Paes, a retirada da candidatura de Garotinho pode levar à anulação dos votos recebidos por ele, o que teria potencial para dar a vitória a Douglas Ruas no primeiro turno. O ex-prefeito mencionou ainda que Wladimir Garotinho, filho do ex-governador, é filiado ao PL e foi eleito deputado federal, o que reforçaria, na avaliação do candidato do PSD, a ligação entre os dois grupos.
Garotinho concorria “sub judice”, ou seja, com votos contabilizados enquanto sua situação não fosse definida pela Justiça Eleitoral. A decisão de desistir do recurso no TSE, segundo as falas de Paes, motivou as novas acusações e intensificou a disputa entre os candidatos na reta final das eleições no Rio de Janeiro.




