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Alcolumbre mantém articulação para Pacheco no STF e insere PEC da 6×1 em negociação


Da redação

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, mantém a intenção de indicar Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atualmente indicado ao Tribunal de Contas da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, segundo informações de bastidores em Brasília. O movimento ganhou força após Lula optar por Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, para o STF, contrariando a preferência de Alcolumbre.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Alcolumbre, insatisfeito com a decisão de Lula, chegou a romper com o presidente. Como alternativa, articulou a indicação de Pacheco ao Tribunal de Contas da União. No entanto, a estratégia de viabilizar o nome de Pacheco para o Supremo permanece em discussão.

O plano prevê avançar com a indicação em 2026, aproveitando a composição atual do Senado, e está relacionado à negociação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho seis dias por um de folga. Concordar com a indicação de Pacheco seria uma contrapartida pela atuação de Alcolumbre para aprovar a PEC antes do segundo turno, o que integrantes da campanha do PT avaliam como relevante para reverter resultados desfavoráveis.

Lula declarou publicamente que reenviaria o nome de Messias ao Senado após recompor relações com Alcolumbre. No entanto, conforme interlocutores do governo federal, Messias perdeu apoio por sua proximidade com o ministro André Mendonça, do Supremo, e pela recente discussão com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.