Da redação
Mais de 3 bilhões de pessoas não têm acesso a uma moradia adequada, segundo a Organização das Nações Unidas, que defende o direito à habitação, dignidade, segurança e bem-estar para todos. O tema está em destaque no Dia Mundial do Habitat, celebrado neste 5 de outubro.
De acordo com o secretário-geral da ONU, António Guterres, mais de 1 bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais e favelas, enquanto outras foram deslocadas por conflitos, desastres ou mudanças climáticas. Guterres afirmou que investir em habitação de qualidade reduz a pobreza e a desigualdade, aumentando a resiliência climática e promovendo sociedades pacíficas e inclusivas.
A diretora-executiva do ONU-Habitat, Anacláudia Rossbach, alertou que o custo da moradia consome parcela crescente da renda das famílias. Conforme Rossbach, a crise habitacional representa um desafio não apenas para as pessoas afetadas, mas também para as cidades, as economias e os esforços de redução da desigualdade social.
Neste cenário, a ONU-Habitat realiza em Muscat, Omã, um evento de alto nível que visa renovar compromissos políticos e incentivar a transição do diagnóstico para a ação prática. A agenda integra o primeiro “Outubro Urbano” do novo Plano Estratégico 2026–2029, que discute soluções para a crise habitacional e coloca habitação, terra e serviços básicos no centro do mandato da entidade.




