Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) venceu no primeiro turno das eleições presidenciais, gerando apreensão na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na base governista no Congresso. O Senado vive expectativa em torno da proposta que reduz a escala 6×1, tema pautado por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa.
Segundo governistas, há preocupação sobre como o resultado das urnas pode influenciar a sessão convocada por Alcolumbre para discutir a medida. Integrantes da base de Lula divergem sobre o encaminhamento que o presidente do Senado adotará, entre manter o apoio ao governo ou se aproximar do PL, que terá a maior bancada em 2027, com 28 senadores.
Conforme aliados de Alcolumbre, o presidente do Senado também tentará articular sua reeleição ao comando da Casa quando os 54 novos senadores assumirem a próxima legislatura. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já declarou que Rogério Marinho (PL-RN) disputará a presidência do Senado, o que aumenta a disputa política no plenário.
A proposta para reduzir de 44 para 40 horas semanais a jornada e extinguir a escala 6×1 foi incluída na pauta às vésperas do primeiro turno. O tema é explorado por Lula e pelo PT para fortalecer a candidatura à reeleição, enquanto a oposição, liderada por Flávio Bolsonaro, avalia os próximos passos. O regimento do Senado prevê cinco sessões de discussão para Propostas de Emenda à Constituição, mas esse prazo pode ser encurtado caso líderes partidários entrem em acordo.




