Da redação
Renan Santos, presidente do partido Missão, afirmou que não foi procurado por lideranças do Partido dos Trabalhadores ou do Centrão para discutir possível aliança no segundo turno. O dirigente informou que pretende focar na estruturação da legenda, que elegeu apenas dois parlamentares.
Em entrevista, Renan declarou que não apoiará Flávio Bolsonaro (Partido Liberal) nem Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) no segundo turno, tendo liberado a militância para “fazer o que quiser”. Ele classificou ambos como “bandidos”. Segundo Renan, a sigla não deve fazer “oposição aguerrida” a Flávio Bolsonaro, caso este assuma o governo.
Renan justificou a resistência a uma oposição mais incisiva mencionando o desempenho do Partido Liberal nas eleições legislativas. De acordo com ele, “o Brasil vai arcar com as consequências e não espere da gente oposição aguerrida ao Flávio”, argumentando que teme perseguições e ataques caso a legenda adote postura mais dura.
O Partido Liberal elegeu 121 deputados federais e 19 senadores, podendo chegar a 28 senadores em 2027, número recorde desde a Constituição de 1988. A Missão, por sua vez, elegeu apenas Kim Kataguiri, deputado federal por São Paulo, com 520.071 votos, e Rafa Minato, deputado estadual em São Paulo, com 185.582 votos. Renan Santos terminou a disputa presidencial em quarto lugar, com 2.675.887 votos (2,24%).




