Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais, deflagrou a Operação Rota 060 para combater uma quadrilha responsável pelo furto de caminhonetes Hilux e SW4 no Distrito Federal. Segundo a corporação, os veículos eram levados para áreas rurais de cidades goianas e vendidos por valores muito abaixo do mercado, após passarem por um período de “esfriamento” para dificultar sua localização.
As investigações identificaram 11 ocorrências ligadas a um dos líderes do grupo, conforme apuração policial. Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diferentes locais do Distrito Federal e Goiás. De acordo com o delegado Fabio Souza, diretor da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, havia pessoas recrutadas para guardar as caminhonetes até que pudessem ser transportadas. “Identificamos pessoas recrutadas para manter esses veículos guardados, no que chamamos de esfriamento, para então transportá-los até o estado de Goiás”, afirmou Souza.
Ainda segundo o delegado, o grupo vendeu veículos por até R$ 20 mil ao atravessador, valor considerado inferior ao de mercado. A organização utilizava automóveis alugados como apoio logístico, enquanto outros integrantes do esquema eram responsáveis por abrir e dar ignição às caminhonetes. “Tínhamos responsáveis pela abertura e ignição das caminhonetes, além de pessoas encarregadas pela locação de veículos usados como apoio na prática criminosa”, disse Fabio Souza.
Entre os presos estão Anderson Rodrigues e Andresa Tayna, apontados como casal responsável pela chefia da quadrilha. Conforme o delegado, Anderson era o principal articulador, com conhecimento para abrir os veículos e contato com atravessadores, enquanto Andresa usava seus dados para alugar carros de apoio e ceder contas para recebimento de valores provenientes dos furtos. Os investigados respondem por organização criminosa, adulteração de sinal identificador e furto qualificado.




