Da redação
Aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram em reuniões reservadas, após o primeiro turno, que a prioridade deve ser “sacramentar a vitória” contra Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo esses interlocutores, até o segundo turno, a atuação da bancada da direita será focada em adiar votações no Congresso.
De acordo com declarações de um dos coordenadores dessas conversas, que pediu anonimato, a orientação é evitar decisões legislativas antes do resultado eleitoral. “Votar qualquer coisa agora é fazer uma avaliação precipitada do cenário. Deixa tudo para depois, deixa passar a eleição, aí a gente toma fôlego e vê, com serenidade, o que é mais importante”, afirmou.
A estratégia inclui pautas polêmicas como o projeto que prevê o fim da escala 6×1, cuja análise no plenário já avançou, e a proposta que libera jogos de azar, pronta para votação no Senado. O entendimento dos aliados de Flávio Bolsonaro é que votar matérias relevantes neste momento pode gerar instabilidade ou avaliações precipitadas.
Um senador reeleito pelo Partido Liberal declarou que as discussões serão retomadas somente com a nova configuração do governo, pois “com um novo governo, as prioridades e os ventos poderão mudar”. O pacote de projetos paralisados reflete o cálculo político para evitar riscos e aguardar eventual definição eleitoral.




