Da redação
O partido Vente Venezuela solicitou o levantamento imediato da inabilitação política de María Corina Machado, após a ex-juíza do Tribunal Supremo de Justiça, Barbara Cesar Siero, afirmar ter sido forçada a assinar o documento que impediu a líder opositora de concorrer à presidência.
Segundo Cesar Siero, dois irmãos e uma cunhada, todos militares, foram presos para pressioná-la a ratificar a inabilitação de María Corina. O comunicado do Vente Venezuela destacou que a medida foi “ilegal desde a sua origem” devido à coação sofrida pela magistrada.
María Corina Machado venceu as primárias da oposição no ano anterior, mas foi impedida de disputar as eleições presidenciais, indicando o diplomata Edmundo González como substituto. O então presidente Nicolás Maduro foi proclamado vencedor do pleito, denunciado pela oposição como fraudulento.
O partido de María Corina também declarou que “prender e punir membros da família para vencer a vontade de uma pessoa” evidencia o alcance das ações do chavismo contra opositores. Cesar Siero exerceu a função de juíza no Tribunal Supremo de Justiça entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2024.




