Da redação
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a utilizar o Telegram para mobilização após Flávio Bolsonaro (PL) solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG). O grupo no WhatsApp chegou a reunir mais de três milhões de participantes durante o segundo turno, conforme relatos dos organizadores.
De acordo com informações disponibilizadas até a manhã de domingo (11), mais de 100 mil pessoas se inscreveram no canal do Telegram. Janones convocou os integrantes do grupo a manterem a mobilização virtual diante da possível suspensão do canal, afirmando que “vão derrubar o nosso canal. É uma tentativa clara de censura, porque eles dominaram as redes sociais, mas a gente passou deles”.
Na ação protocolada no TSE, Flávio acusa Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB) de abuso de poder político e econômico e de uso indevido dos meios de comunicação. O senador também pede a suspensão do canal no WhatsApp, do perfil @janones.apoio no Instagram, além da remoção de publicações consideradas irregulares, como conteúdos que mencionam possíveis desistências e supostos cortes em programas sociais.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, determinou que Flávio apresente esclarecimentos sobre a ação em até 72 horas e que delimite o alcance dos pedidos. Cueva também deu prazo de cinco dias para que Janones, Lula e Alckmin apresentem defesa. A ação inclui solicitação de cassação do registro ou diploma da chapa presidencial e declaração de inelegibilidade dos investigados.




