Da redação
O partido Cidadania não conseguiu eleger nenhum deputado federal e elegeu apenas um deputado estadual, Romário Barbosa Policarpo, em Goiás, no primeiro turno das eleições de 2026. Segundo dados oficiais, a legenda distribuiu R$ 33,1 milhões do Fundo Eleitoral, mas apresentou baixo desempenho nas urnas em todo o país.
De acordo com o diagnóstico técnico-financeiro, o custo médio por voto do partido foi de R$ 56,01. Em alguns casos, a ineficiência foi acentuada, como no de Juliet Neves Matos, que recebeu R$ 1,55 milhão e obteve 361 votos, com custo unitário de R$ 4.293,63. Janaína Castro (SP), Amanda Cristina (BA) e Adriana Damasceno (BA) também apresentaram custos elevados por voto, com repasses de mais de R$ 100 mil e votações inferiores a 310 votos.
A derrota de Alex Manente, que recebeu R$ 769,8 mil e somou 102.716 votos, simbolizou o colapso do partido, conforme avaliação interna. Roberto Freire, ex-presidente e apoiador de Manente, recebeu R$ 850 mil e somou 1.156 votos. Segundo o diagnóstico, estratégias centralizadoras e a substituição do debate interno por decisões de cúpula contribuíram para o afastamento de lideranças históricas e perda de conexão com o eleitorado.
O resultado do Cidadania põe em dúvida a continuidade da sigla como organização autônoma diante do cumprimento da cláusula de barreira e do isolamento político. O partido, oriundo do antigo Partidão de 1922 e que se tornou PPS em 1992, enfrenta o maior revés de sua história recente, com votação nacional de 591.274 votos.




