Da redação
Associações e sindicatos empresariais que podem ser impactados pelo fim da jornada de trabalho 6×1 intensificaram a pressão sobre senadores para evitar a aprovação da proposta no Senado, como deseja o Palácio do Planalto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pautou a primeira votação no plenário para quarta-feira (14).
Segundo dois parlamentares, a estratégia considerada é apresentar uma emenda ao texto, forçando mais debates e até a devolução da proposta à Câmara dos Deputados. Empresários afirmam que esta alteração permitiria discutir as mudanças na escala de trabalho tecnicamente e fora do calendário eleitoral.
No Senado, a Proposta de Emenda à Constituição precisa passar por dois turnos de votação, com ao menos 49 votos favoráveis em cada etapa, sem alterações no texto, para ser promulgada. Caso alguma emenda seja aprovada, a matéria retorna obrigatoriamente à Câmara para nova apreciação dos deputados.
Omar Aziz (PSD-AM), relator nas fases anteriores, rejeitou 36 emendas à proposta, mas ainda é possível a apresentação de novas sugestões por bancadas partidárias. Alcolumbre busca acordo para aprovar a PEC sem modificações, porém enfrenta resistência de parte dos senadores e de entidades empresariais contrárias ao fim da jornada 6×1.




