Da redação
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os palestinos retirados de um campo de refugiados na Cisjordânia ocupada não terão permissão para retornar às suas casas, declarando em vídeo feito perto do campo de Tulkarem que o local é um “reduto terrorista”, conforme suas “diretrizes”.
A declaração de Netanyahu foi dada depois que a Suprema Corte de Israel determinou que o Exército adotasse medidas para permitir o retorno de moradores de Jenin, Nur Shams e Tulkarem, retirados durante operações militares realizadas em 2025. “Ouvi dizer que há alguém na Suprema Corte afirmando que os moradores deveriam ser trazidos de volta para cá. Não são moradores, são terroristas”, afirmou Netanyahu.
Segundo o Exército israelense, as operações buscaram desmantelar infraestruturas de grupos armados nessas regiões. Desde janeiro de 2025, dezenas de milhares de palestinos foram retirados desses três campos localizados no norte da Cisjordânia. A maioria dos deslocados ainda não conseguiu retornar para casa, de acordo com informações divulgadas.
De acordo com estimativas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina e outras entidades das Nações Unidas, cerca de 1,98 milhão de pessoas — aproximadamente 94% da população da Faixa de Gaza — estão deslocadas internamente ou necessitam de assistência emergencial. O conflito se intensificou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1.221 pessoas, segundo levantamento da AFP com base em dados israelenses. A contra-ofensiva israelense, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas e cujos números são reconhecidos pelas Nações Unidas, resultou em mais de 74 mil mortes.




