Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula com parlamentares do centrão e até do Partido Liberal (PL) a viabilização de sua candidatura à reeleição em 2027. O voto para o comando da Casa é secreto e Alcolumbre já conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser reconduzido, segundo aliados.
Aliados de Alcolumbre afirmam que ele pretende demonstrar força política ao conduzir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho seis por um, em primeiro turno, cuja apreciação está prevista para esta quarta-feira (14). Essa pauta integra as principais apostas eleitorais do presidente Lula, conforme interlocutores.
No tabuleiro político, Alcolumbre e sua base avaliam que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na presidência do Senado reduziria o protagonismo dos senadores nas negociações de interesse do governo federal. Parlamentares do PL que não têm interlocução com o núcleo político de Flávio também estariam receosos de excessivo alinhamento ao Palácio do Planalto.
Entre os nomes cotados para a presidência do Senado estão Tereza Cristina (PP-MS), que já sinalizou interesse em disputar e seria a primeira mulher no cargo, e Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. O PL detém atualmente a maior bancada da Casa, com 28 das 81 cadeiras.




