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Abelhas, búfalos e babuínos tomam decisões coletivas por meio de votação


Da redação

Abelhas-europeias, babuínos-anúbis e búfalos-africanos realizam processos coletivos de decisão que se assemelham a votações, segundo o biólogo Rafael Moreira, do Parque Três Pescadores, em São Paulo, e o veterinário Gerson Norberto. Em diferentes situações, como migração ou escolha de território, o grupo determina o caminho a seguir por meio da adesão da maioria.

De acordo com Moreira, algumas espécies apresentam liderança clara quando certos indivíduos possuem mais experiência ou influência social, enquanto em outras, a liderança é distribuída e diferentes membros podem iniciar movimentos. O biólogo explica: “vários membros podem iniciar uma ação, e o grupo segue a direção que ganha mais adesão”.

As decisões mais comuns nesses grupos envolvem direção de migrações, seleção de novos locais para moradia e definição de rotas diárias. Os animais levam em conta fatores como oferta de alimento, água, abrigo, condições do solo e risco de predação. Conforme Norberto, a decisão coletiva permite agrupar informações que nenhum indivíduo teria isoladamente, e as escolhas se fundamentam na combinação de sentidos como visão, audição, olfato e tato.

No caso das abelhas-europeias (Apis mellifera), as exploradoras indicam potenciais lares por meio da dança do requebrado. Entre os búfalos-africanos (Syncerus caffer), fêmeas adultas influenciam o grupo com a orientação corporal, mas estudos recentes apontam consenso por influência mútua. Nos babuínos-anúbis (Papio anubis), os animais seguem direções sugeridas coletivamente, podendo dividir-se se houver discordância no grupo.